JC SerroniJosé Carlos Serroni é arquiteto, cenógrafo e figurinista de teatro, televisão e shows. É também artista plástico.

Formou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP – em 1977.

No período de 1977 a 1982, foi cenógrafo-figurinista e um dos coordenadores do Departamento de Cenografia e Arte da R.T.C – Rádio e televisão Cultura de São Paulo, onde realizou inúmeros projetos de cenografia e figurinos, como: Teatro 2, Telecurso 2ºgrau, Musicais, Shows, Tele-Aulas, Tele-Contos, etc. Realizou também, alguns projetos para a TV Globo e para a MTV – São Paulo.

J.C. Serroni tem Tese de Graduação Interdisciplinar em Cenografia e Arquitetura de Edifícios Teatrais. Realizou entre os anos de 1985 e 1990 inúmeras consultorias para diversos espaços teatrais por todo o Brasil, contratado pelo Ministério da Cultura do Brasil.

Desde 1989 realiza projetos de arquitetura e consultorias para elaboração de edifícios teatrais. Entre outros, participou dos projetos: Novo Teatro Oficina – SP, reformas dos Teatros Paulo Eiró e Artur Azevedo, Teatro do SESC – Vila Mariana, Teatro do SESC de Araraquara, reforma do Teatro São Pedro de SP, Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Teatro do Colégio Santa Cruz, Teatros dos Centros Educacionais unificados – CEU da Prefeitura de São Paulo, Espaços Teatrais do Complexo do antigo presídio do Carandiru, etc. Foi coordenador em junho de 1992, no Rio de Janeiro, do 1º Encontro Internacional de Arquitetura Cênica no projeto Resgate e Desenvolvimento de Técnicas Cênicas promovido pela O.E.A. no Centro Técnico de Artes Cênicas do I.B.A.C.

Participou das Quadrienais de Cenografia, Indumentária e Arquitetura Teatral de Praga, República Tcheca, nos anos de 1987, 1991, 1995, 1999 e 2003. Em 1987 foi o Comissário Geral do Brasil na exposição e recebeu uma das 03 Menções Honrosas do júri internacional, entre mais de 40 países participantes. Na Quadrienal de 1991 expôs os trabalhos realizados no C.P.T. (SESC) durante os anos de 1987 a 1991. Em 1995 recebe o grande prêmio da Quadrienal: a ‘Golden Triga’, conferida por um júri internacional que contava com a presença, entre outros, de Mel Gusson (EEUU), Jaroslav Malina (Rep. Tcheca), Iain Mackintosh (UK), Helmut Grosser (Alemanha), etc. Em 1999, também foi o Comissário Geral tendo recebido a medalha de ouro pelo conjunto dos projetos apresentados na Seção de Arquitetura Teatral. No ano de 2003 participou de todas as secções onde foi também o Comissário Geral do Brasil.

Participou da XX e XXI Bienal Internacional de São Paulo com instalações de cenografia e figurinos. Participou de diversos Festivais Internacionais de teatro com espetáculos do Grupo Macunaíma, sendo sempre o responsável pela cenografia e figurinos. Entre outros se destacam: Festival de Toga no Japão, Festival de Seul, durante as Olimpíadas de 1988, Festival Cervantino do México, Festival de Cádis (Espanha), Summer Festival de Nova Iorque, Summer Festival da Alemanha, Festival de Caracas, Festivais de Londrina, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre no Brasil, Festival de Hong Kong, etc.Em Julho e Agosto de 1997 participou do programa “People to People” sediado pela República Popular da China, coordenado pela USSIT (EUA) – Encontro para discussão de Arquitetura Teatral, Cenografia, Figurinos, Iluminação Cênica e Produção Teatral, nas cidades de São Francisco (EUA) e Beijing, Nanjing, Souzhou e Shanghai (China).

Recebeu diversos prêmios em cenografia e figurinos no Brasil, dos quais podemos citar: APCA (Associação Paulista dos Criticos de Arte), MAMBEMBE, GOVERNADOR DO ESTADO, SHELL, PANANCO, APETESP, COCA-COLA e por quatro vezes o prêmio MOLIÈRE, considerado um dos mais importantes prêmios de teatro no Brasil, além de prêmios internacionais, tais como o “Association of Hispanic Critics of New York” e da ITI – Associação Internacional de Críticos de Teatro da América Latina.

Participou de Exposição sobre cenografia em 1993 durante o congresso da OISTAT em Caracas, juntamente com os cenógrafos Joseph Svoboda da República Tcheca e Lopes Mancera do México.

Coordenou por dez anos, de 1987 a 1997, o núcleo de cenografia e figurinos do C.P.T. – Centro de Pesquisa Teatral do SESC, dirigido por Antunes Filho. Ali, realizava anualmente um curso de cenografia, além de todos os cenários e figurinos das montagens do centro.

Em maio de 1998, inaugurou o Espaço Cenográfico, que reúne seu atelier e diversas atividades relacionadas à cenografia e arquitetura cênica abertas ao público, tais como biblioteca especializada, exposições, publicação de um jornal sobre o assunto e o curso anual de cenografia. Site: www.espacocenografico.com.br

Em 2004 retornou como diretor de arte do Núcleo de Cenografia do CPT-SESC, onde está ligado até hoje realizando novos espetáculos com o diretor Antunes Filho como Antígona, Gregório, Foi Carmem etc.

J.C.Serroni já realizou cenografia e figurinos para dezenas de espetáculos teatrais tanto na área de teatro adulto como infanto-juvenil. Além de exposições, shows e eventos (ver relação dos projetos no corpo desse currículo).

Também, realizou mais de 30 exposições sobre cenografia, teatro, atores, figurinos, desing, moda etc. Realizou ainda Fóruns Nacionais e Internacionais, onde discutiu-se cenografia, cenotecnia, iluminação cênica e arquitetura teatral, além de dezenas de oficinas e cursos sobre cenografia e assuntos correlatos.

No ano de 2001 teve seu trabalho publicado no livro “Stage Design” organizado por Tony Davis para a Editora Rotho Vision, lançado em Londres.

Em Setembro de 2002, lançou o livro “Teatros: uma memória do espaço cênico no Brasil” – Editora Senac

É um dos editores associados do livro World {Scenography}, uma publicação realizada pela World Stage Design, com 3 volumes, tendo sido lançado o Volume 1 em Nova Iorque em 2012. O volume 2 em 2014 e o Volume 3 a ser lançado em junho de 2015 na Quadrienal de Praga.

Está trabalhando também no projeto de outro livro: ‘A História da Cenografia Brasileira’ – Apontamentos de um Cenógrafo, editora Senac.

Está trabalhando desde junho de 2014 em livro sobre figurinos do TPS (Teatro Popular do SESI) que será lançado ainda em 2015 pela Editora do SESI.

Atualmente é coordenador dos Cursos: Cenografia & Figurinos e Técnicas de Palco da Instituição Educativa SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco em São Paulo – capital e continua como coordenador das atividades do Espaço Cenográfico de SP – um laboratório permanente de pesquisa cenográfica e áreas correlatas em funcionamento em São Paulo desde 1997.