CENOGRAFIA E FIGURINO

A ÓPERA DO MALANDRO (2000)

Òpera do malandro – De Chico Buarque de Olanda. Direçaõ de Gabriel Vilela TBC – São Paulo, 2000. A Ópera do Malandro, de Chico Buarque, foi o musical escolhido para cortar a fita inaugural. “A obra do Chico está impregnada no consciente do brasileiro, basta cantar alguns versos que todos identificam a música”, justifica o diretor. “Trata-se de uma identificação permanente na cultura nacional.” Os motivos não cessam. Segundo Villela, o compositor desenvolveu uma obra crítica às instituições políticas e sociais que identificam perfeitamente a sociedade atual. “O Brasil está se transformando em uma terra de ninguém, onde traficantes trocam tiros durante o dia e fotos de um juiz procurado estão espalhadas nos aeroportos.” Motivado pelo caos, o diretor decidiu ambientar a montagem em um saloon, criado pelo cenógrafo J. C. Serroni, com os 25 atores transformados em caubóis de asfalto, em uma crítica também à americanização da sociedade. “Os agroboys estão matando o Jeca Tatu”, justifica ele, também diretor-artístico do TBC. Também a falência do casamento, apresentada no musical, serviu como fio condutor. Para tanto, o diretor colocou anúncios em jornais, em busca de vestidos de noiva usados. Freqüentou também lojas de roupas usadas. A própria elaboração da Ópera do Malandro, que é inspirada em outros dois textos (Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, que se baseou na Ópera dos Mendigos, de John Gay), auxiliou o trabalho do diretor. “É um processo de apropriação da apropriação, portanto, podemos utilizar outras idéias sem grandes temores.” Villela, porém, não se dispõe a buscar inspiração […]

BEM VINDO ESTRANHO (2013)

Espetáculo “Bem-vindo, Estranho” é a primeira montagem teatral mundial, baseada na peça originalmente intitulada Be Mine, de autoria da dramaturga britânica Angela Clerkin, conta com a direção de Murilo Pasta, diretor de cinema e TV, em sua primeira incursão no teatro. O espetáculo, situado em Londres, retrata a conturbada relação de Jaki e Elaine, mãe e filha de classe trabalhadora, interpretadas por Regina Duarte e Mariana Loureiro. A dinâmica do espetáculo é ditada pela alternância de afeto e calor humano genuínos com a maquiavélica e implacável manipulação à qual Jaki submete a filha, uma jovem advogada. O cotidiano das duas se complica à medida que Elaine obtém a absolvição de Joseph (Kiko Bertholini), acusado de ter assassinado a namorada e, apaixonada por ele, o traz para viver no claustrofóbico apartamento que divide com a mãe. Momentos de drama intenso e absorvente se alternam com pitadas de leveza, humor e sensualidade. Em paralelo, ficam claros os jogos intrínsecos às relações humanas. Até que ponto receber um estranho em casa pode abalar uma relação de confiança? Com cenário de J.C. Serroni e inspirado na estética noir que sugere o texto, o diretor Murilo Pasta cria uma atmosfera densa de suspense e lirismo que deságua num coquetel explosivo de desejos incontroláveis cujas consequências são devastadoras. Ficha Técnica: Texto: Angela Clerkin Tradução: Kiko Bertholini Adaptação: Regina Duarte, Murilo Pasta, Mariana Loureiro e Kiko Bertholini Elenco: Regina Duarte, Kiko Bertholini, Mariana Loureiro

HAMLET (1984)

O fantasma do velho rei da Dinamarca à procura de seu filho e clamando por vingança está de volta. A tragédia de Hamlet, considerado um dos mais perfeitos personagens criados por William Shakespeare. Um desafio de encarnar o mítico personagem que proferia emblemática frase “Ser ou não ser, eis a questão”. Hamlet paira constantemente entre a vida e a morte, a esperança e a desilusão, o que é verdadeiramente trágico e o que é gozado também. É uma peça violenta, onde corre o sangue, o cuspe e as lágrimas, e que fala da maneira mais íntima e urgente de nós mesmos e do nosso tempo.

LEONCE E LENA (2006)

Leonce e Lena – De Georg Büchner. Direção Gabriel Villela – SESC Paulista- São Paulo, 2006. Ficha Técnica Autoria: Georg Büchner Tradução: Christine Röhrig Direção: Gabriel Villela Direção (assistente): Gustavo Wabner / Marcelo Boffa Cenografia: JC Serroni Iluminação de Domingos Quintiliano Figurinos de Gabriel Villela Arte-objetos de Márcio Vinícius Direção musical de Babaya e Marcello Boffa Assistência de Gustavo Wabner e Ricardo Rizzo Produção executiva de Cacá Toledo Produção geral de Cláudio Fontana Elenco: Adriano Suto / Ana Carolina Godoy / Ando Camargo / Bruno Elisabetsky / Carlos Morelli / Daniel Maia /  Léo Diniz /  Luciana Carnieli / Nábia Villela / Sérgio Módena / Priscilla Carvalho / Rodrigo Fregnan Montagem: Espaço Cenográfico Equipe de Cenografia (alunos assistentes): Camila Schimidt /  Cláudia Malaco / Cristina Ecker Amaral  / Daniel Segato / Filipa Silva  / Gisele Caterina /  José Valdir Albuquerque / Juliana Vieira /  Marcelo Girotti / Marianna Santoro / Marina Vizini / Nani Catta Preta Vídeo com cenário e trechos do príncipe Leonce vivido por Luiz Päetow no espetáculo dirigido por Gabriel Villela no Teatro Sesc Paulista Gravação por Eric Mardoché Belhassen em outubro 2006