Rei Brasil: uma ópera afinada com a cultura popular

Os tropicalistas José Carlos Capinan, 59, e Tom Zé, 63, estão reunidos novamente no teatro com “Rei Brasil, 500 Anos, uma Odisséia Tropical”, uma ópera afinada com a cultura popular, desenvolvida para a celebração dos 500 anos do Descobrimento.

Na história, o menino de rua Peri Brasil deseja participar do desfile de escola de samba em que são narrados os 500 anos do Descobrimento. Como não tem a fantasia para entrar na ala dos tupiniquins onde quer sair, arranca os ponteiros do relógio que marca a passagem dos 500 anos e faz o arco e a flecha.

O Brasil para o tempo e é capturado por seguranças. Mas um velho índio o consola, oferece-lhe um chá, e o menino, virado em pássaro, tem a visão de toda a terrível história do Brasil.

Trata-se do mesmo pássaro que os portugueses veem na chegada. O menino chama sua namorada Ceci para parar o tempo e rezar na Primeira Missa pelo futuro.

“Rei Brasil”, superprodução de R$ 500 mil patrocinada pelo governo estadual baiano, é uma iniciativa da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). No total, estão reunidos 140 artistas: são 13 atores, 12 dançarinos, 12 circenses (do circo Picolino), orquestra sinfônica e cantores da MPB, entre eles Lazzo Matumbi e Margareth Menezes.

FICHA TÉCNICA
Rei Brasil, 500 anos, uma Odisséia Tropical – De Capinan
Estreia: Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, na Bahia (maio de 2000)
Coro da Associação Lírica da Bahia – Regência Pino Onnis
Solistas: soprano Luiza de Moura e barítono Luciano Fiuza
Direção: Paulo Dourado
Texto: José Carlos Capinan
Trilha sonora: Fernando Cerqueira
Cenografia e figurino: J. C. Serroni

Fonte: Folha Ilustrada Online